Depois de um 2nd Law fraco, Muse volta após aproximadamente 3 anos com o álbum Drones, no dia 5 de Junho.
Com dois singles já lançados, Psycho no dia 12 de Março e Dead Inside, no dia 23, Muse já deu sinais do que se esperar de Drones. E o que a gente pode esperar?
Para os fãs que consideram o sensacional álbum de 2001 Origin of Symmetry o seu auge, vale bem a pena a espera. Psycho veio com tudo. Com basslines de arrepiar e guitarras fortes, a música é um retorno a um lado mais escuro e mais intenso da banda, fazendo com que Muse se afaste da leveza e do parado 2nd Law.
Após “love is our resistance”, “our love is madness”, Matt dessa vez surge com um começo já chutando o pau da barraca “love, it will get you nowhere” e um plus com a frase “Your ass belongs to me now” no refrão, ecoando em alto e bom som.
Frases como essas, fazem da música uma sátira, uma raiva mais direta do que nunca. Sem filosofar, sem letras profundas, a música dá lugar a palavras carregadas e uma maldade nunca vista antes do coraçãozinho de Bellamy, o que ajuda a colocar Psycho próxima a outras canções de hard rock com tal conteúdo.
Dead Inside surge como algo mais comercial, puxando pro lado de “Undisclosed Desires”, de Resistance e “Madness”, de 2nd Law. Como uma montanha-russa de emoções, a música pode ser facilmente comparada com Depeche Mode e outras canções melódicas dos anos 80.
A música não consegue ser tão intensa como o primeiro single Psycho, ao invés disso, ela aproveita ganchos pop e solos de guitarra curtos, ao longo de uma letra cortante de um relacionamento que vai por água abaixo.
Matt Bellamy descreveu a canção como “uma tomada escura sobre uma história de amor”, que faz parte da narrativa global Drones. "Dead Inside é onde a história do álbum começa, onde o protagonista perde a esperança e se torna ‘morto por dentro’, portanto, vulnerável às forças das trevas introduzidas em Psycho e que seguirá nas próximas canções do álbum, revoltando-se e superar essas forças obscuras mais tarde na história”, diz Bellamy. “É o início do álbum… Só há realmente duas músicas do álbum que têm temas do amor, e esse é o tipo de música sobre perder a esperança e perder a ideia do amor e outras coisas, então o álbum vai para um lado escuro. E depois há uma canção chamada Aftermath, que é uma espécie de final da narrativa, se quiser, em que a pessoa re-encontra o amor de novo ”, finaliza o músico.